Rede óptica dedicada a instituições de ensino e pesquisa de Salvador é inaugurada

Comunidade acadêmica será beneficiada por canal de comunicação ágil e de alcance mundial

No dia 1º de julho, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) inaugura a Rede Metropolitana de Salvador, a Remessa. A cerimônia será realizada às 10h, no Salão Nobre do Palácio da Reitoria da Universidade Federal da Bahia. A Remessa, uma infraestrutura óptica dedicada a conectar Instituições de Ensino Superior (IES) e centros de pesquisa na capital baiana, é parte da iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

A rede utiliza tecnologia óptica para interligar 14 instituições em velocidades de 1 a 10 Gbps, com a possibilidade de ampliar esta capacidade de forma ilimitada futuramente. A Remessa tem 106 km de extensão e os investimentos para sua implementação foram da ordem de R$ 2 milhões. A iniciativa contou com a parceria da Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) para a permuta de infraestrutura – a empresa cedeu seus postes para passagens de cabos ópticos em troca da utilização de um par de fibras.

O projeto Redecomep prevê a instalação de redes de alta velocidade integrando as principais instituições de ensino e pesquisa em 27 cidades brasileiras. Todas as redes metropolitanas em operação são interligadas à rede Ipê, a rede acadêmica brasileira, que conecta cerca de 600 IES e centros de pesquisa em todo o país. Além disso, existe uma iniciativa de expansão da Redecomep, que inicialmente levará infraestrutura óptica para dez cidades do interior que contam, com pelo menos, uma IES e um centro de pesquisa a serem integrados.

Após a inauguração, a Remessa passa a ser gerida por um consórcio formado pelas instituições integrantes. A rede conta também com parcerias com a prefeitura de Salvador e o governo do Estado da Bahia. As cooperações governamentais têm se revelado vantajosas nas redes metropolitanas em operação, pois oferecem aos governos locais um par de fibras em troca de apoio à implementação e manutenção do projeto. Utilizando conexões ópticas, os órgãos públicos compartilham seus dados em rede e acessam à Internet com maior velocidade, o que se converte em melhores serviços e novos modelos de governança.

Interligadas por uma infraestrutura óptica, as instituições podem compartilhar informações com mais agilidade e utilizar aplicações avançadas de comunicação,possibilitando desta forma que compartilhem a produção científica e desenvolvam projetos de educação a distância tanto com instituições brasileiras como internacionais.

A Remessa integra as seguintes instituições: Universidade Federal da Bahia (UFBA); Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Universidade Salvador (Unifacs); Universidade Católica de Salvador (UCSAL); Faculdade de Ciência e Tecnologia (Área 1); Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fabesp); Faculdade Jorge Amado (FJA); Faculdade Rui Barbosa (FRB), Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC); Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder); Centro de Pesquisas Gonçalo Muniz (Fiocruz - Cpqgm); Instituto Federal de Educação, Ciência E Tecnologia Da Bahia (IF-BA); Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia (Secti) e Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Senai-Cimatec).

Com a inauguração da Remessa, serão 12 redes metropolitanas em operação. Já foram inauguradas: Belém, Vitória, Manaus, Florianópolis, Brasília, Natal, São Paulo, Fortaleza, Macapá, Goiânia e Campina Grande.

Fortaleza já vê os benefícios de uma rede voltada pra ensino e pesquisa

A Redecomep tem apresentado uma série de vantagens para as universidades e centros de pesquisa nas cidades onde as redes metropolitanas já foram inauguradas. Na região Nordeste, a Rede Metropolitana de Fortaleza, a GigaFOR, em operação desde setembro de 2008, é um exemplo de como a Redecomep alavanca projetos colaborativos, como o Rádio-Observatório Espacial do Nordeste (ROEN).

O ROEN utiliza antenas e telescópios sofisticados para recolher dados sobre as posições absolutas da superfície da terra. Estes dados são úteis para a determinação de parâmetros para a localização terrestre via satélite.

O projeto está em curso desde 1993 e conta com a participação de várias instituições brasileiras, entre elas o Instituto Nacional de Pesquisa Especial (INPE) e a Universidade Estadual do Ceará, ambos conectados à GigaFOR. No âmbito internacional, há cooperação com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a National Aeronautics and Space Administration (Nasa).

Os telescópios geram arquivos da ordem de terabyts, que antes da GigaFOR eram armazenados em discos rígidos e circulavam entre as instituições via serviços de entrega. O início das operações da rede a 1Gbps tornou possível o tráfego de informações de grande volume e a realização de armazenamento e processamento de dados de forma distribuída entre as instituições. Atualmente, é estudada a instalação de um link entre a GigaFor e a rede acadêmica dos Estados Unidos, a Internet 2, para agilizar a troca de dados em nível internacional.


[RNP, 23.06.2009]
Contato: imprensa@rnp.br





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