Rede óptica que interliga instituições de ensino e pesquisa de Curitiba é inaugurada

No dia 30/9, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) inaugura a Rede Metropolitana de Curitiba. A cerimônia será realizada às 11h30, no auditório do setor de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Paraná. A infraestrutura óptica, dedicada a interligar Instituições de Ensino Superior (IES) e centros de pesquisa curitibanos, faz parte da iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

A rede utiliza tecnologia óptica para interligar 14 instituições em velocidade de 1Gbps, com a possibilidade de ampliar esta capacidade futuramente. A Rede Metropolitana de Curitiba tem 110 km de extensão e os investimentos para sua implementação foram da ordem de R$ 1,5 milhão. A iniciativa contou com a parceria da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para a passagem dos cabos ópticos.

A Redecomep é uma iniciativa do MCT custeado pela Financiadora de Estudos e Projetos, que prevê a instalação de redes de alta velocidade integrando as principais instituições de ensino e pesquisa em 27 cidades brasileiras. Todas as redes metropolitanas serão interligadas à rede Ipê, a rede acadêmica brasileira, que conecta cerca de 600 IES e centros de pesquisa em todo o país.

Uma vez inaugurada, a Rede Metropolitana de Curitiba passa a ser gerida por um consórcio formado pelas instituições integrantes. A rede conta também com parcerias com a prefeitura da cidade e o governo do Estado do Paraná. As cooperações governamentais têm se revelado vantajosas nas redes metropolitanas em operação, pois oferecem aos governos locais um par de fibras em troca de apoio à implementação e manutenção do projeto. Utilizando conexões ópticas, os órgãos governamentais têm acesso mais veloz à Internet, o que se converte em melhores serviços à população.

Interligadas por uma rede óptica, as instituições podem trocar informações com agilidade e utilizar aplicações avançadas de comunicação, o que possibilita o compartilhamento da produção científica e a realização projetos com a participação de pesquisadores de instituições brasileiras e internacionais.

A Rede Metropolitana de Curitiba integra as seguintes instituições : Universidade Federal do Paraná (UFPR); Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Instituto Federal do Paraná (IF-PR); Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI); Companhia de Informática do Paraná (CELEPAR); Centro Internacional de Tecnologia de Software (CITS), Centro Nacional de Pesquisa de Florestas (Embrapa - Paraná); Faculdade de Artes do Paraná (FAP); Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná; Instituto de Pesos e Medidas (IPEM/INMETRO); Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (LACTEC); Parque da Ciência Newton Freire Maia; Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e o Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR).

Com a inauguração da Rede Metropolitana de Curitiba, serão 15 redes metropolitanas em operação. Já foram inauguradas: Belém, Vitória, Manaus, Florianópolis, Brasília, Natal, São Paulo, Fortaleza, Macapá, Goiânia, Campina Grande, Salvador, Cuiabá e Aracaju.

Sucesso da iniciativa motivou expansão da Redecomep para o interior do país

A implantação das redes ópticas já permite a obtenção de resultados positivos para as IES e centros de pesquisa conectados pelas Redes Metropolitanas em operação. Entre os benefícios pode-se destacar as vantagens econômicas, como a redução do valor pago pela conexão à Internet e o aumento da velocidade de acesso, e o estímulo a projetos colaborativos com a participação de pesquisadores de diversos pontos do país.

A demanda por conectividade no interior do país e os resultados positivos estimularam uma expansão do projeto Redecomep. No âmbito desta nova fase, 10 municípios que contam com, pelo menos, duas IES serão beneficiadas. A Redecomep chegará a São Carlos (SP), Campinas (SP), Itajubá (MG), Ouro Preto (MG), Pelotas (RS), Petrolina (PE), São José dos Campos (SP), Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Niterói (RJ) e Petrópolis (RJ).

O processo de implantação destas redes comunitárias segue os moldes das Redes Metropolitanas. As instituições participantes formam um consórcio e são negociadas parcerias estratégicas com governos locais e empresas de infraestrutura, para reduzir o custo da construção e garantir a manutenção da Rede após a inauguração.

Sobre a RNP

Responsável pela introdução da Internet no Brasil, em 1992, a RNP opera a rede acadêmica nacional, a rede Ipê. Sua missão é promover o uso inovador de redes avançadas no país. Mantida pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação, atua no desenvolvimento e na prestação de serviços em três áreas: infraestrutura de redes de alto desempenho, aplicações avançadas e formação de recursos humanos em redes.

A rede Ipê é uma infraestrutura de alto desempenho para colaboração e comunicação em educação e pesquisa que alcança os 26 estados da federação e o Distrito Federal, interligando cerca de 600 instituições de ensino superior e de pesquisa e beneficiando mais de um milhão de usuários. A RNP está conectada às redes acadêmicas latino-americana (Rede Clara), europeia (Géant) e norte-americana (Internet2), além de ter conexão própria à Internet mundial.


[RNP, 28.09.2009]
Contato: imprensa@rnp.br





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