Por que há tantos usuários insatisfeitos com os serviços de banda larga no Brasil?

O Globo Digital
20.04.2009

Você está totalmente feliz com seu serviço de banda larga? Se a resposta é não, você não está sozinho. Não faltam motivos para reclamação: baixa velocidade, cobertura insuficiente, clientes em potencial sendo "esnobados" mesmo em grandes centros urbanos, poucas empresas controlando o mercado... Quem já contratou um serviço pena com uma qualidade nem sempre satisfatória; quem aguarda na fila tem que engolir a expressão "falta de viabilidade técnica". E o pior: as operadoras sequer podem ser punidas. Afinal, por que a banda larga no Brasil ainda é tão problemática?

A DIGITAL decidiu abordar quatro temas básicos, que influem diretamente sobre a satisfação (ou não) do usuário:velocidade , cobertura , preço e qualidade (item este que, por sua vez, engloba fatores como atendimento e estabilidade das redes). O cenário não é dos mais animadores.

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As queixas vêm de todos os lados. Semana passada, por exemplo, o próprio "pai da internet brasileira" falou sobre o assunto. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Demi Getschko disse que "a banda larga do Brasil é uma das piores do mundo, lenta demais e cara". Diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR e conselheiro do Comitê Gestor da internet , Getschko garante ainda que, "no que diz respeito a qualidade e velocidade, os serviços oferecidos aqui deixam muito a desejar quando comparados com países mais desenvolvidos".

Segundo Milton Kaoru Kashiwakura, diretor de projetos especiais e de desenvolvimento do NIC.br (divisão do Comitê Gestor), a afirmação de Demi faz total sentido.

E as perspectivas de melhora são muito pequenas. Basta dizer que não há, no Brasil, uma forma de punir as operadoras de banda larga que não prestem bons serviços. Segundo Milton, as punições só são viáveis, à luz da legislação, até o roteador do cliente. A partir daí, a operadora não tem como ser punida, porque não existe, diz ele, uma entidade que regule ou supervisione a qualidade desse serviço.

- O problema é que a internet é considerada serviço de valor adicionado, e não de telecomunicações. Assim, como a Anatel vai punir as empresas se ela só trabalha no âmbito das telecomunicações? Se, quando questionada, a operadora disser que o problema da velocidade ou da interrupção do serviço é depois do roteador, nada pode ser feito contra ela.

Ainda não foi feita uma avaliação profunda sobre a satisfação geral dos usuários com os serviços prestados, mas o Comitê Gestor está tentando dar um jeito nisso, em parceria com a Anatel, a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e possivelmente o Inmetro.

A ideia é identificar, por exemplo, a velocidade do acesso em pontos diferentes do país. O projeto de medição, que a princípio durará um ano, usará computadores de baixo custo conectados a todos os serviços de banda larga (cada micro ligado a uma operadora diferente em regiões diversas) e um GPS integrado, de forma a registrar horários e locais de acesso. O objetivo é descobrir não só a velocidade da conexão como possíveis atrasos na entrega de aplicações diversas, assim como instabilidades eventuais e interrupções dos serviços.

Além disso, o CGi está prestes a lançar um software (nos moldes do conhecido velocímetro do RJNet ) que todo usuário poderá instalar em seu PC. Caso concorde, o CGi pedirá o CEP deste usuário, para que seja possível acompanhar a velocidade da conexão e a origem daquele dado. Assim, um grande perfil de uso será gerado, levando a uma análise dos gargalos que tanto incomodam os usuários.







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