TI Maior: Pernambuco e Minas Gerais aderem ao programa do Governo

Portal Convergência Digital
17.12.2012

Minas Gerais firmou nesta sexta-feira, 14/12, parceria com o governo federal para o estímulo à pesquisa e à competitividade de sua indústria no setor científico e tecnológico. O estado passa a ser a segunda unidade da federação a integrar acordo ? a primeira foi Pernambuco.

Participaram da solenidade o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, e o secretário de Política de Informática, Virgilio Almeida, além de personalidades políticas e figuras ligadas a educação e fomento à pesquisa do Estado. No evento, também foi lançada a Rede Metropolitana de Belo Horizonte, que interligará as principais instituições de ensino e pesquisa do estado por meio de uma rede óptica de 184 quilômetros.

O programa TI Maior foi desenvolvido pelo MCTI a partir de um amplo estudo que levantou os pontos críticos em todo o país. A intenção é fazer com que o Brasil se torne mais dinâmico e competitivo, atingindo resultados de países com tradição no setor, a exemplo dos Estados Unidos e Coreia do Sul. A iniciativa foi lançada em 20 de agosto e tem previsão de investimento da ordem de R$ 500 milhões, dos quais R$ 110 milhões só para o ano de 2013.

"A ideia desta agenda em Minas Gerais é demonstrar, como diria Celso Furtado, a importância da transversalidade da ciência e tecnologia. Precisamos desenvolver nosso mercado interno, desenvolver a indústria e formar recursos humanos. O progresso técnico precisa ser alcançado e isso só acontecerá mediante o investimento nesses pilares", apontou o secretário executivo do ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luiz Antonio Elias.

Virgilio Almeida, secretário de Informática do MCTI, por sua vez, ressaltou que a necessidade de desenvolvimento tecnológico do país é assinalada, também, pela demanda do brasileiro por tecnologia e ciência. De acordo com o secretário, paralelamente ao consumo e aprendizado com o que é desenvolvido fora do país, é preciso valorizar as tecnologias nacionais, estimular a pesquisa e gerar empregos e riquezas.

Transversalidade

"Não podemos pensar na tecnologia da informação pela tecnologia da informação?, disse o titular de Política de Informática. ?Sabemos que ela é transversal a todo o desenvolvimento do país. Software é uma indústria que está em todos os setores da economia, na vida diária da população, e só tende a crescer. Para que essa indústria gere riquezas precisamos ter um plano de estratégia e é isso que estamos partilhando com Minas Gerais hoje.?

?Queremos investir para a geração de software em áreas estratégicas para Minas, como a mineração e a energia", exemplificou Virgilio. Ele apontou, ainda, a importância do estado por reunir empresas de tecnologia como a gigante Google e ter instituições de ensino de padrão internacional, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A Rede Metropolitana de Belo Horizonte terá, inicialmente, conexão de 10 gigabits por segundo (Gb/s). A expectativa é que até 2014 a velocidade seja expandida para 100 Gb/s, atingindo padrões internacionais com vistas à integração das cidades sedes da Copa do Mundo. A rede mineira integra a iniciativa Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep) e está conectada à rede nacional de grande capacidade e dedicada a ensino e pesquisa operada pela RNP (a rede Ipê).







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