Telemedicina: os problemas estão ganhando soluções

IP News
Daniela Malara
30.12.2008

De acordo com o Hospital das Clinicas de Minas Gerais, o teleatendimento no Brasil já passou do nível da pesquisa. Hoje existem mais de 649 pontos em funcionamento, onde os médicos de cidades remotas podem consultar especialistas via internet e em tempo real.

Diferente do que o IPNews publicou no dia 03 de dezembro, com o título “Telemedicina: mais problemas do que soluções”, especialistas demonstram casos de aplicações de sucesso com a tecnologia. Prova disso, é um projeto de telesaúde, que abrange serviços de educação, odontologia e medicina consultiva. Financiado pelo Ministério da Saúde em parceria com os governos estaduais, ele já chegou a nove Estados brasileiros.

O objetivo da telesaúde, de acordo com especialistas ouvidos pelo IPNews, é apoiar e dar continuidade ao Programa de Saúde da Família, iniciado em 1994, para que cada município possa resolver os casos dentro do próprio hospital, reduzindo o número de encaminhamentos para outras cidades. Segundo a coordenadora do centro de telemedicina do Hospital das Clínicas de Minas Gerais, Beatriz Alkimim, soluções como essa atestam que o teleatendimento já passou do nível da pesquisa. “Hoje existem mais de 649 pontos em funcionamento, onde os médicos de cidades remotas podem consultar especialistas via internet e em tempo real”, conta ela.

A telesaúde consiste em um sistema de baixo custo, no qual os médicos dos municípios isolados das capitais enviam imagens, fotos ou exames para os especialistas das universidades filiadas realizarem uma teleconsultoria, oferecendo um segundo diagnóstico. São 2.684 equipes ligadas ao projeto com dentistas, enfermeiras, agentes das comunidades e médicos especializados em diversos segmentos, especialmente em cardiologia.

Os primeiros modelos foram implantados em São Paulo e Minas Gerais, em 2001, e a expectativa é aprimorar o atendimento com apoio da RUTE (Rede Universitária de Telemedicina), que já possui o sistema integrado com instituições de ensino e pesquisa nos Estados Unidos e Europa.

Segundo o coordenador nacional da RUTE , Luiz Ary Messina, “a parceria internacional permite que o conteúdo apresentado em universidades estrangeiras seja repassado para as cidades mais isoladas do interior do País. A tecnologia tem auxiliado a democratização da saúde e da educação”.

Abrangência

O projeto já possui bases ativas no RS, SC, SP, RJ, GO, MG, PE, CE e AM , atingindo mais de 200 municípios, onde são realizados cerca de 500 atendimentos por dia. Ao todo, já foram feitas 2.516 teleconsultas e mais de 61 mil exames de apoio.

Segundo Beatriz, que também faz parte do comitê executivo do Ministério da Saúde “estes números são ascendentes e a expectativa é que em fevereiro de 2009, mais 350 municípios recebam a assistência e que todos os Estados brasileiros possuam uma central interligada à rede”.







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