Comunidades virtuais são abordadas no primeiro dia do Workshop da RNP
   

Autor: Danielle;


O status e as necessidades de projetos nas áreas de clima e observação da Terra, astronomia e física que fazem uso da rede Ipê, da RNP, foram apresentados na manhã do primeiro dia do evento. Esses grupos têm em comum a demanda por grande capacidade de banda e uma forte identidade entre seus usuários.

A meta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para este ano é a aquisição de dados gerados por novos satélites. Segundo o palestrante do Instituto, Eugênio Sper, que falou da primeira comunidade, a expectativa é de que em 2009 e em 2010 os pesquisadores do clima precisem de 6 petabytes de armazenamento de dados, enquanto que atualmente esses dados estão na ordem de 240 terabytes. Sper disse que a atividade que vai exigir mais esforço computacional será a de estabelecer cenários de mudanças climáticas.

De acordo com o palestrante, o sistema do Inpe está saturado. “Precisamos atualizá-lo, sem dúvida.” Já houve avanços. Do ano passado para cá, a capacidade de banda institucional foi aumentada em 100%. Mas a complexidade da atividade requer mais atualizações. Em breve, a Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e novas cooperações latino-americanas serão iniciadas.

O astrônomo Chris Smith falou do Large Synoptic Survey Telescope (LSST), telescópio com recursos de ponta que entrará em operação em 2016. Localizado em Cerro Pachón, no Chile, e com uma câmera de 3,2 bilhões de pixels e 189 sensores, o LSST vai captar imagens dos céus da América do Sul. Entre as façanhas do telescópio está a qualidade das imagens, que terão uma profundidade cem vezes maior que a atual, e a publicação imediata – e acessível a qualquer pessoa – dos dados captados. “Esta será uma revolução na área de astronomia. O LSST vai gerar o maior banco de dados não proprietário do mundo”, afirmou Smith.

O projeto do LSST, que conta com 23 parceiros institucionais até agora, tem um desafio: processar e transferir dados gerados para a comunidade na ordem de 180 petabytes, total previsto para o final do projeto.

A física também é parte da e-ciência. São ao todo 3.800 físicos em 50 países, segundo Alberto Santoro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). “Escolhemos grades como uma solução em nossos estudos”, disse. Como exemplo de iniciativas em que o Brasil está envolvido, ele citou os detectores de partículas de altas energias CMS, LHCb, Atlas e Alice, localizados no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça. São gerados, por ano, 5 petabytes de dados por cada detector.

Projeto Eela-2: intercâmbio entre América Latina e Europa

Bernard Marechal

Financiado pela Comissão da União Européia, o projeto Eela-2 (Grade de e-ciência para Europa e América Latina) foi lançado, oficialmente, em abril, na Espanha. O Brasil é um dos 14 países envolvidos. Ao todo, 50 aplicações foram selecionadas para o projeto, que ainda conta com a participação do Cern e da Coordenação Latino-Americana de Redes Avançadas (Clara). Trinta centros de pesquisa trocarão dados em áreas como biomédica, física, ciências da Terra e clima. Terão à disposição 700 terabytes para armazenamento de dados.

Para Bernard Marechal, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma das participantes do Eela-2, o desafio é atrair um maior número de empresas para o projeto, que conta com uso da infra-estrutura de grades computacionais para o compartilhamento dos recursos. A iniciativa terá impactos científicos e sociais.






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