RNP coloca quatro cidades em comunicação direta com público da COP 8
   

Autor: Marcus Vinicius Mannarino;


Durante a primeira semana da 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, a COP 8, em Curitiba, o público visitante do estande da RNP, dentro da área de exposição do Ministério da Ciência e Tecnologia, assistiu e participou de sete videoconferências com pesquisadores brasileiros. As apresentações foram dadas a partir de instituições em quatro cidades diferentes: Rio de Janeiro (RJ), Belém (PA), Manaus (AM) e São José dos Campos (SP), diariamente, às 10h e às 13h30.

Estande da RNP no COP 8

A RNP montou um estande com recursos para permitir o contato de pesquisadores diretamente de suas instituições com o público do evento. Uma conexão direta de 1 Gbps do estande à rede Ipê garantiu a capacidade de tráfego de dados e a qualidade das videoconferências, que duraram, em média, 35 minutos, e tiveram público médio de oito pessoas.

Uma pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Ana Luiza, abriu a grade de apresentações no dia 21, terça-feira, a partir de Belém (PA). Ela falou sobre os efeitos do desmatamento sobre a biodiversidade da Amazônia, utilizando como apoio uma apresentação em PowerPoint. A sessão da tarde deste dia 21 não foi realizada.

Na quarta-feira, o pesquisador Fernando Moraes, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, chegou a atrair a atenção de um grupo de 25 alunos de ensino fundamental da Escola Municipal Irati com os vídeos que apresentou. Ele falou sobre a Biodiversidade Marinha das Ilhas Oceânicas Brasileiras: Importâncias, ameaças e conservação. Fernando mostrou plantas, aves e fauna aquática das ilhas São Pedro, São Paulo, Trindade, Abrolhos, Fernando de Noronha e Atol das Rocas. Falou sobre o uso medicinal de substâncias encontradas em esponjas endêmicas de ilhas oceânicas brasileiras e sobre tráfico internacional de peixes ornamentais. A apresentação foi dada a partir da sala de videoconferência da RNP no Rio de Janeiro (RJ). Ao final, Fernando exibiu um vídeo sobre a ilha Trindade.

Às 13h30, a professora Maria Inês falou sobre Educação Ambiental a partir da Universidade Federal do Amazonas, em Manaus (AM). Maria Inês não utilizou nenhum material auxiliar e conseguiu estabelecer um clima de bate-papo com o público.

Apresentação do pesquisador Fernando Moraes

No dia 23, quinta-feira, a professora Lucia Campos, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou a palestra Abordagem multidisciplinar para o entendimento da diversidade nos oceanos: O censo da vida marinha é um programa para uma década - 2000-2010, com o objetivo de explicar a vida marinha futura, reunindo informações do passado e coletando dados atuais em diversos projetos de áreas distintas. Lucia também usou a sala da RNP no Rio de Janeiro (RJ).

No início da tarde, os pesquisadores Renato Cintra e Mario Conh-Hatt, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), falaram sobre Biogeografia de Aves e Biodiversidade de Aves da Amazônia, respectivamente. A apresentação dupla foi dada a partir de uma sala no próprio Inpa, em Manaus (AM).

A programação do dia 24 começou com a apresentação do pesquisador Milton Kampel, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sobre Cálculo de Produção Primária Através de Dados de Sensoriamento Remoto. Ele explicou que produção primária é a conversão do carbono inorgânico em carbono orgânico. E falou sobre a eficiência ecológica do fitoplâncton existente no planeta que, apesar de corresponder a apenas cerca de 5% do total da biomassa terrestre (os outros 95% são compostos de biomassa vegetal continental) é capaz de gerar uma produção primária equivalente à da biomassa vegetal terrestre.

A programação da primeira semana foi encerrada com outra apresentação dupla de pesquisadores do Inpa, em Manaus (AM). Flavio Luizão, da Coordenação de Pesquisas em Ecologia (CPEC) do Inpa e coordenador regional do LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), falou sobre Ciclos Biogeoquímicos na Amazônia: alterações no processo devido ao uso da terra e sua possível recuperação. Também ligada à CPEC/Inpa, Ilse Walker, que estuda os igarapés, falou sobre biodiversidade de sistemas aquáticos.

Ao final da apresentação, após os agradecimentos e despedidas de ambos os lados, o microfone de Manaus não foi imediatamente fechado. Foi possível ouvir, no estande em Curitiba, a pesquisadora suíça Ilse Walker, de 80 anos, que há 30 atua em projetos na Amazônia, com seu sorriso suave e uma expressão de satisfação exclamar: “Que experiência extraordinária!”

A programação de videoconferências diárias no estande da RNP continua na próxima semana do evento, com pesquisadores de Tefé (PA), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Cachoeira Paulista (SP), além de Manaus (AM).






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