RNP transmite conferência sobre acesso livre à informação científica
   

Autor: Eduardo Viana;


No último dia 13 de setembro, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) promoveu a conferência virtual "Acesso Livre à Informação Científica". A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) apoiou o evento viabilizando uma sessão de videoconferência para participação simultânea de convidados em Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas e Florianópolis, e transmitindo a conferência pela Internet.

O objetivo do encontro promovido pelo Ibict era divulgar o Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica. Segundo este manifesto, "o paradigma do acesso livre à informação provocará otimização nos custos de registro e acesso à informação, além de promover maior rapidez no fluxo da informação científica e no desenvolvimento científico e tecnológico."

O coordenador geral de projetos especiais do Ibict, Hélio Kuramoto, defendeu o uso do modelo Open Archives, que se baseia no uso de softwares livres e na criação de sistemas de armazenamento com uso de padrões e protocolos que permitam a interoperabilidade entre bibliotecas digitais. Segundo Kuramoto, este modelo oferece maior rapidez na disseminação da literatura científica; maiores visibilidade e impacto dos trabalhos publicados (uma vez que o acesso é livre); e maior interoperabilidade entre repositórios. Kuramoto afirmou que a adoção do modelo pode "propiciar um futuro menos dependente das revistas científicas comerciais", gerando economia de recursos públicos e contribuindo para o progresso científico do país.

Resultados de pesquisas feitas com recursos públicos devem ser publicados em repositórios de acesso livre

O Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica faz uma série de recomendações à comunidade científica e lembra que, para o sucesso da iniciativa, é importante que as agências de fomento "reconheçam a publicação científica em repositórios de acesso livre para efeito de avaliação da produção científica dos pesquisadores e de concessão de auxílios e financiamento para pesquisa"; e exijam "que toda publicação científica financiada com recursos públicos tenha uma versão disponível eletronicamente em ambiente de acesso livre". Da mesma forma, o manifesto advoga que as editoras comerciais mantenham uma versão eletrônica para livre acesso ou permitam o depósito em repositórios de acesso livre de trabalhos publicados cujos autores tenham obtido recursos públicos para suas pesquisas.

Além de Kuramoto e de profissionais, estudantes e pesquisadores das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, participaram da conferência o Dr. Marcelo Lopes, da Secretaria de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia; o Prof. Ênio Candotti, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); o Prof. Emir José Suaiden, diretor do Ibict, o professor Rogério Meneguini, representando a Academia Brasileira de Ciências, a professora Sely Maria de Souza Costa, da UnB, e Nelson Simões, diretor-geral da RNP.

O manifesto e as palestras de Kuramoto e de Sely Costa estão disponíveis em http://www.ibict.br/openaccess/.

Sala de videoconferência em Brasília
Foto: Gregório Pesinato/Ibict







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