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Painel ressalta a importância de parcerias para exploração de comunicação óptica


Firmar parcerias para reduzir custos em telecomunicações foi a mensagem que norteou o último painel do segundo dia do WRNP (19/5). Com a missão de traçar os desafios de infraestrutura de redes para a próxima década, os palestrantes foram unânimes em avaliar a questão econômica.

O economista dedicado ao estudo do impacto das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no desenvolvimento socioeconômico do país, Peter Knight, afirmou que falta uma estratégia nacional transversal e abrangente no setor. “Telecomunicações é o setor mais tributado no Brasil. Ter telefone era um luxo, hoje não é mais, mas a política tributária ainda não mudou”, sinalizou.

O especialista destacou ações da RNP nesse sentido, como a economia em escala proporcionada pela permuta de fibras ópticas. “Dobrar o número de fibras em um cabo antes de lançá-lo aumenta o custo em cerca de 10%, então é possível fazer permuta, alugar ou trocar, usando fibras além daquelas para uso próprio”, informou Peter, apontando também as redes metropolitanas (Redecomep) como soluções importantes para o compartilhamento de fibras. “Cada instituição oferece algo e sua participação na divisão das fibras depende da sua contribuição, o que aumenta o poder de negociação”.

O gerente de Relacionamento com as Redecomep da RNP, Takashi Tome, trouxe para o WRNP o conceito de MVNO (Mobile Virtual Network Operator), ou redes virtuais móveis, e sua utilidade para reduzir custos no meio acadêmico. Segundo Takashi, montar uma MVNO significa alugar recursos de uma operadora móvel para montar a sua própria estrutura de telecomunicações. Com a maior parte dos negócios voltada para o mercado corporativo, a Europa ainda detém a maior parte das MVNO mundiais, ao contrário do Brasil, com apenas uma operadora.

Para Takashi, o maior desafio é integrar as redes Wi-Fi com as redes LTE (Long Term Evolution), também conhecidas como 4G, para maior abrangência de comunicações de voz e transferência de dados. “Podemos usar toda a facilidade que o eduroam oferece aos pesquisadores na telefonia móvel. Uma MVNO para a rede acadêmica reduz custos de telefonia para os acadêmicos conversarem entre si e pode se tornar uma ferramenta de pesquisa”, opinou.

Expansão das infraestruturas de ensino e pesquisa para as próximas décadas

Mil e duzentos campi conectados, 50 infraestruturas metropolitanas próprias e 2400 km de cabeamento óptico metropolitano próprio. A partir desses números, o diretor de Engenharia e Operações da RNP, Eduardo Grizendi, compartilhou algumas estratégias da organização para ampliar a sua malha de infraestrutura de rede.

Em relação à ampliação do backbone, Grizendi comemorou a ativação do enlace em fibra óptica no Amapá, o último ainda atendido por rádio, e a melhora da disponibilidade no Nordeste, devido à ativação de circuitos em parceria com a Telebras. Ele ainda afirmou que pretende ativar, até o final de 2015, a rota Rio-São Paulo-Brasília a 100 Gb/s. “Vamos terminar o ano com o nosso backbone gigatizado”, comentou.

Para alcançar esse resultado, Grizendi ressaltou a permuta de fibra de Redecomep por fibras de longa distância e a parceria com Furnas, que já tem um anel de rede no Sudeste, como alternativas para chegar aos 100 Gb/s.

No atendimento a organizações usuárias no interior e nas capitais, Grizendi destacou o resultado obtido no Ceará, em parceria com a operadora Etice, que conectou todas as instituições de ensino e pesquisa do estado por fibra óptica em um cinturão digital, com capacidade de, no mínimo, 100 Mb/s.

Ele também anunciou os Pontos de Agregação, atualmente operando em São Carlos, Campinas e São José dos Campos (SP), como estratégias para a construção de anéis intraestaduais. “Podemos começar a exercitar a contratação de circuitos de operadoras regionais do Ponto de Agregação, e não somente até o Ponto de Presença. Esperamos reduzir o custo e melhorar a disponibilidade das instituições que estão nas localidades desse anel”, explicou.

Já no âmbito das conexões internacionais, o diretor da RNP mencionou o cabo submarino Monet, cofinanciado pela Google e Angola Cables, que poderá elevar a capacidade de conexão entre o Brasil e os Estados Unidos para mais de 680 Gb/s entre 2018 e 2031.

Na conexão com a Europa, Grizendi também descreveu o projeto Bella (Building Europe Link to Latin America), que utilizará o cabo submarino eulaLink entre Fortaleza e Lisboa, previsto para 2017, para expandir a infraestrutura óptica terrestre na América Latina. “Temos a contrapartida de oferecer a construção de uma rota entre Fortaleza e Porto Alegre de infraestrutura óptica escalável, pelo uso de meio espectro de fibra, ativando circuitos um a um a 100 Gb/s”, revelou.

O palestrante aproveitou para anunciar que o contrato de direito de uso de fibra na rede metropolitana de São Paulo chega ao fim em 2017 e a RNP já identificou parceiros para permuta de fibras na capital paulista em troca de fibras em todo o país. “Nossa topologia atualmente é de 120 km e a nossa expectativa é conseguir fibra até 320 km”.






 

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